quinta-feira, 11 de abril de 2013

MENDANHA A NOITE: DESAFIO LANÇADO!

Visual da torre á noite
    Em 2012, após a prova da reinauguração da Marquês de Sapucaí, onde os Ultra Amigos se encontraram e realizaram uma maravilhosa confraternização, voltava eu do centro do Rio pela Av. Brasil pensando em chegar em casa e finalmente tomar um bom banho e descansar...afinal, a brincadeira na cidade foi em ritmo forte e embaixo de muito sol, sem contar aquela peruca quente..rs..
      A bela vista do Mendanha
     O tempo estava bem carregado, por volta das 19 horas quando avistei a entrada de Campo Grande. Distraído olhei para as montanhas, apreciando a bela paisagem que se formava com a névoa e acúmulo de nuvens no pé da montanha... percebi um detalhe nessa bucólica paisagem que se formava: as torres do Mendanha! Encostei o carro, saquei a minha velha companheira SONY e cliquei aquela cena, como se estivesse naquel filme do "Poltergeist, o fenômeno"..rs..lembram da paranóia do Dustin Hoffman com a montanha do filme? Pois é galera..rs..
Antenas á vista!
     Saio da Av. Brasil, onde a chuva já caia há alguns minutos, deixando o tempo sombrio, frio e molhado. Encosto o carro, peço que Milena siga com ele...ela acorda e nada entende, mas sou assim mesmo: nada de me entenderem, nem eu mesmo! Ajustei a máquina, respirei fundo e parti! Inicei aquela estranha corrida rumo a lugar nenhum...afinal, subir o Mendanha áquela hora e com chuva, não é nada coerente. 3km depois do início, já estava eu na entrada da Montanha...
Subida do Mendanha
     Inicio aquela subida já no escuro, com chuva no rosto e dores nas pernas. A corrida da tarde castigara bastante minhas panturrilhas, principalmente nos km finais. Subo cauteloso, lembrando que o amigo Fábio Fernandes havia passado mais cedo por ali...me animo ao lembrar do amigo e dou uma apertada no passo, antes que desista e dê meia-volta...
Visual do início da subida
     Com muita lama, as escorregadas eram certas. O visual, o pior possível. Seriam 7km de subidas, sem apoio e sem companhia... aquela hora nenhuma alma viva passaria por ali. Me concentrei e levei a sério o que faria, pois vacilar ali e naquele clima poderia não ser uma experiência nada agradável...
Dificuldades para subir
     Procurei registrar algumas fotos. A escuridão não colaborava, pois a máquina é simples. Registro o maravilhoso visual de Campo Grande, bairro abençoado com tamanha riqueza natural, de muito verde e ar puro...como os organizadores não descobriram este local para provas de aventura? Me pergunto todos os dias... 
Zona Oeste...aqui é o lugar!
     As subidas são íngrimes, incomodam. Continuo a correr, pensando logo em alcançar o objetivo maior: as antenas da torre. Subo preocupado pois a chuva só aumenta com a altimetria. Quando subi em 2011, Fabio havia registrado altimetria total de 740 metros ladeiras acima. Penso no que estou fazendo e se vale a pena...com certeza vale!!!  
 Mirante em plena Montanha
      Acredito já ter subido bastante. Não possuo equipamentos de precisão, apenas um relógio de pulso. Existem equipamento para isso, com altimetria, km e pace, perfeitos para o controle emocional de qualquer evento de corrida. São acessórios caros, porém importantíssimos para quem deseja realizar perfeitamente e com segurança aventuras como essa. 
 As torres de energia acusam o percurso
     Intensifico a corrida, quero encerrar a subida pois a escuridão é intensa. Encontro alguns moradores locais proseando em um portão. Silenciam por um momento ao me avistarem, afinal aquela não era a hora de pessoas normais correrem por ali. Cumprimento-os e passo por eles. Alcanço os pontos mais altos das subidas, caminhando para as antenas.
Repitindo a foto do amigo Fabio, pela manhã!
     Vejo a chegada das torres, depois de me enganar com diversas curvas pelo caminho. Pego logo a máquina para registrar e descer logo...ali em cima aquela hora é muito sinistro...
Linda a torre...mesmo com chuva, poética...
     Inicio a descida mais uma vez forte. Aprendi que para baixo todo santo ajuda..rs.. aperto o passo e procuro fechar logo os 7km para baixo. Meus belos tênis da Sprint foram finalmente batizados na lama..rs..
Último registro na descida...foto modificada na iluminação
     Finalmente chego ao asfalto, depois de muito me sujar pelo caminho. Procuro relaxar um pouco e deixar o corpo descer. Ainda terei 11km até chegar em casa. Na altura do largo do Mendanha dou a última olhada para a Montanha... essa história ainda não acabou!..rs.. 
Frente ao WestShopping
     Alcanço lentamente os pontos principais do bairro. Vejo as luzes do Shopping, onde faço o último registro fotográfico, pois iria acabar a bateria...assim, chego em casa depois de 26km percorridos, em lentas 03:11:26, cansado mas feliz, satisfeito por mais uma saudável loucura realizada! 

Dedico mais esta  aventura os Ultra Amigos que, mesmo á distãncia torcem pela equipe...Jorge Ultramaratonista, Ozéias, Claudio, Leonardo, Fabio, Bruno, Gleice...entre muitos outro não citados aqui. Parabéns a todos nós!

BRUTUS HEAVY HUNNER
...Run for you, Running for all.

Um comentário:

  1. Não existe ultramaratonista normal. Muito bom !!! quando eu for ao RJ, farei essa subida novamente.

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