Visual da torre á noite
Em 2012, após a prova da reinauguração da Marquês de
Sapucaí, onde os Ultra Amigos se encontraram e realizaram uma
maravilhosa confraternização, voltava eu do centro do Rio pela Av.
Brasil pensando em chegar em casa e finalmente tomar um bom banho e
descansar...afinal, a brincadeira na cidade foi em ritmo forte e embaixo
de muito sol, sem contar aquela peruca quente..rs..
A bela vista do Mendanha
O tempo estava bem carregado, por volta das 19 horas quando avistei a
entrada de Campo Grande. Distraído olhei para as montanhas, apreciando a
bela paisagem que se formava com a névoa e acúmulo de nuvens no pé da
montanha... percebi um detalhe nessa bucólica paisagem que se formava:
as torres do Mendanha! Encostei o carro, saquei a minha velha
companheira SONY e cliquei aquela cena, como se estivesse naquel filme
do "Poltergeist, o fenômeno"..rs..lembram da paranóia do Dustin Hoffman
com a montanha do filme? Pois é galera..rs..
Antenas á vista!
Saio da Av. Brasil, onde a chuva já caia há alguns minutos, deixando o
tempo sombrio, frio e molhado. Encosto o carro, peço que Milena siga com
ele...ela acorda e nada entende, mas sou assim mesmo: nada de me
entenderem, nem eu mesmo! Ajustei a máquina, respirei fundo e parti!
Inicei aquela estranha corrida rumo a lugar nenhum...afinal, subir o
Mendanha áquela hora e com chuva, não é nada coerente. 3km depois do
início, já estava eu na entrada da Montanha...
Subida do Mendanha
Inicio aquela subida já no escuro, com chuva no rosto e dores nas
pernas. A corrida da tarde castigara bastante minhas panturrilhas,
principalmente nos km finais. Subo cauteloso, lembrando que o amigo
Fábio Fernandes havia passado mais cedo por ali...me animo ao lembrar do
amigo e dou uma apertada no passo, antes que desista e dê meia-volta...
Visual do início da subida
Com muita lama, as escorregadas eram certas. O visual, o pior possível.
Seriam 7km de subidas, sem apoio e sem companhia... aquela hora nenhuma
alma viva passaria por ali. Me concentrei e levei a sério o que faria,
pois vacilar ali e naquele clima poderia não ser uma experiência nada
agradável...
Dificuldades para subir
Procurei registrar algumas fotos. A escuridão não colaborava, pois a
máquina é simples. Registro o maravilhoso visual de Campo Grande, bairro
abençoado com tamanha riqueza natural, de muito verde e ar puro...como
os organizadores não descobriram este local para provas de aventura? Me
pergunto todos os dias...
Zona Oeste...aqui é o lugar!
As subidas são íngrimes, incomodam. Continuo a correr, pensando logo em
alcançar o objetivo maior: as antenas da torre. Subo preocupado pois a
chuva só aumenta com a altimetria. Quando subi em 2011, Fabio havia
registrado altimetria total de 740 metros ladeiras acima. Penso no que
estou fazendo e se vale a pena...com certeza vale!!!
Mirante em plena Montanha
Acredito já ter subido bastante. Não possuo equipamentos
de precisão, apenas um relógio de pulso. Existem equipamento para isso,
com altimetria, km e pace, perfeitos para o controle emocional de
qualquer evento de corrida. São acessórios caros, porém importantíssimos para quem deseja realizar perfeitamente e com segurança aventuras como essa.
As torres de energia acusam o percurso
Intensifico a corrida, quero encerrar a subida pois a escuridão é
intensa. Encontro alguns moradores locais proseando em um portão.
Silenciam por um momento ao me avistarem, afinal aquela não era a hora
de pessoas normais correrem por ali. Cumprimento-os e passo por eles.
Alcanço os pontos mais altos das subidas, caminhando para as antenas.
Repitindo a foto do amigo Fabio, pela manhã!
Vejo a chegada das torres, depois de me enganar com diversas curvas
pelo caminho. Pego logo a máquina para registrar e descer logo...ali em
cima aquela hora é muito sinistro...
Linda a torre...mesmo com chuva, poética...
Inicio a descida mais uma vez forte. Aprendi que para baixo todo santo
ajuda..rs.. aperto o passo e procuro fechar logo os 7km para baixo. Meus
belos tênis da Sprint foram finalmente batizados na lama..rs..
Último registro na descida...foto modificada na iluminação
Finalmente chego ao asfalto, depois de muito me sujar pelo caminho.
Procuro relaxar um pouco e deixar o corpo descer. Ainda terei 11km até
chegar em casa. Na altura do largo do Mendanha dou a última olhada para a
Montanha... essa história ainda não acabou!..rs..
Frente ao WestShopping
Alcanço lentamente
os pontos principais do bairro. Vejo as luzes do Shopping, onde faço o
último registro fotográfico, pois iria acabar a bateria...assim, chego
em casa depois de 26km percorridos, em lentas 03:11:26, cansado mas
feliz, satisfeito por mais uma saudável loucura realizada!
Dedico
mais esta aventura os Ultra Amigos que, mesmo á distãncia torcem pela
equipe...Jorge Ultramaratonista, Ozéias, Claudio, Leonardo, Fabio, Bruno, Gleice...entre
muitos outro não citados aqui. Parabéns a todos nós!
BRUTUS HEAVY HUNNER
...Run for you, Running for all.










Não existe ultramaratonista normal. Muito bom !!! quando eu for ao RJ, farei essa subida novamente.
ResponderExcluir